Segundo a visão, pespectiva e o histórico da Terapia Ocupacional, tal profissão sempre trabalhou com a não possibilidade de cura, no sentido restrito da palavra. Muitas vezes só atuou em determinadas patologias devido a essa impossibilidade, como: Alzheimer e Parkinson. Segundo minha percepção sempre estivemos envolvidos e focados no processo de tratamento. Vejamos o que expõe Drumond & Rezende:
De uma Maneira geral, o processo de Terapia Ocupacional pode ser caracterizado em duas etapas ou fases. Na primeira fase, o terapeuta usa diferentes formas, instrumentação e meios para descrever e informar-se sobre o impacto de determinada condição de saúde no perfil ocupacional do cliente. Nessa fase de descriçãoe caracterização do problema, são definidas as metas ou desfechos terapêuticos os quais deverão se tornar o foco da ação terapêutica do profissional. Com base nas tendências atuais que fundamentam a Terapia Ocupacional, citadas anteriormente, essas metas devem ser funcionais e centradas na ocupação, e devem também ser definidas com a participação direta do cliente.
A segunda fase de processo da Terapia Ocupacional é definida como fase de resolução do(s) problema(s) identificado(s) na etapa anterior. Nesse estágio, o terapeuta usa sua bagagem clínica e teórica e seu pensamento clínico para identificar os fatores limitantes das metas funcionais e selecionar estratégias adequadas que possam abodar diretamente esses fatores limitantes do(s) problema(s) definido(s) na fase anterior.
Desta forma chegar a um desfecho muitas vezes não significa curar mais sim adaptar, habilitar, reentroduzir o cliente nas suas atividades funcionais.
Cibele Nascimento dos Santos
Terapeuta Ocupacional
Referência:Intervenções da Terapia Ocupacional/Adriana França Drummond, Márcia Bastos Rezende, (0rganizadoras) Belo Horizonte Editora UFMG, 2008.
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